Tags

, , ,

Desde cedo, temos a estranha impressão que nossa Vida é tecida de peculiares ciclos análogos, formando, em seu conjunto, um grande macrociclo de exílio e retorno às noções de nossos primeiros anos sobre a Terra. Quando dizemos que nosso pai é um herói e que sabe tudo, nos defendendo de inimigos desconhecidos e nos salvando dos perigos da rua, reafirmamos que essa carência e ânsia de proteção perdurará por todo nosso Caminho.

Já adultos, temos de assumir o papel de pais e protetores de outros seres indefesos, por isso, criados à nossa imagem e semelhança. Quando nos surpreendemos já maduros, percebemos que aquela vontade de liberdade perdura porque nunca deixamos de nos sentir indefesos e incompletos. Então, voltamos a perceber nossos pais de outrora como sábios e experientes, não mais como caducos e decrépitos, mas como verdadeiros pais, aqueles que nos mostra que continuamos a ser dependentes de afeto e proteção.

Osho já falava:

“O Amor serve, enfim, para apenas uma coisa: mostrar-nos que nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morreremos sozinhos.”

Por isso, o Amor a nós mesmos e ao próximo tem esse caráter redentor. O Amor nos mostra que, não obstante precisemos de convívio e tolerância, este não se fará completo e tolerável se não empreendermos a aventura do autoconhecimento. Somente quando nos conhecermos e amarmos verdadeiramente, aceitando-nos plenamente, é que teremos condições de conhecer um outro e lhe ajudar em sua aventura particular.

Anúncios